Inveja
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Inveja é o desejo por atributos, posses, estatus, habilidades de outra pessoa. Não é necessariamente associada a um objeto: sua característica mais típica é a comparação desfavorável do estatus de uma pessoa em relação à outra.
A inveja é um dos sete pecados capitais na tradição Católica. É considerado pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bençãos e prioriza o estatus de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual.
A inveja é freqüentemente confundida com o Pecado Capital da cobiça, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. É comumente associada à cor verde, como na expressão "verde de inveja". A frase "monstro de olhos esverdeados" (green-eyed monster, em inglês) se refere a um indivíduo que é motivado pela inveja. A expressão é retirada de uma frase de Otelo de Shakespeare. Outra expressão muito comumente usada no dito popular, para designar a inveja é a dor de cotovelo.
A inveja é um sentimento presente nos seres humanos e também, comprovadamente, em alguns animais. E é a principal causa dos fracassos das pessoas que a cultivam. Esse sentimento faz com que a pessoa fique sempre preocupada com o seu colega que ganha um salário melhor, ou tem um carro mais caro ou uma mulher mais bonita. E acabam deixando passar desapercebidas as oportunidades que as poderiam fazer crescer e a realizarem suas ambições. A inveja pode até ser direcionada para aspectos não materiais, o que na minha visão é a mais grave de todas. É aquele cara que tem tudo, ganha bem e até mais do que o outro mas não suporta a felicidade de seu colega. Essa é a mais destruidora e fatal.
O invejoso sempre acha que o culpado pelo seu fracasso é o sucesso do outro e nunca ele mesmo. Exemplo típico da política brasileira.
Quem rouba o faz pela inveja do patrimônio alheio. Aquele que olha para dentro de si corrige seus erros, aprende coisas novas, muda de profissão, e consegue uma colocação em outra área. Esse é o pensamento construtivo. A empresa que é administrada com base na teoria da inveja está tão condenada ao fracasso como as pessoas. E as administrações modernas estão muito atentas para esse aspecto e trabalham muito para combater ao máximo esse problema.
De onde surge esse monstrinho verde?
Bonder explica que a inveja é construída em cima de raiva e frustração. "O invejoso se sente fracassado em determinadas áreas da vida e, para não sentir raiva de si mesmo, transfere esse ódio para o outro".
A inveja só aparece em grupos de pessoas que estão próximas, seja uma família ou um escritório. "Sentimos inveja de pessoas que estão ao nosso lado e que nos lembram de uma forma ou de outra que não estamos conseguindo atingir as nossas metas de vida. Logo, não há como sentir inveja de uma celebridade, por exemplo", explicou Bonder.
Para o psicólogo Carlos Byington, devemos ficar atentos à inveja porque ela nos indica uma vocação, um desejo reprimido. Ela só se torna maligna quando não nos esforçarmos para conseguir o que queremos.
Mas achar que os invejados são sempre as vítimas é um erro, alerta a terapeuta Amélia Nascimento. "A inveja nasce de uma relação e muitas vezes, mesmo inconscientemente provocamos este sentimento, seja desmerecendo o esforço do outro, seja irradiando sem parar nossas conquistas".
Os que gostam de provocar inveja geralmente possuem um certo sentimento de inferioridade, explicou o rabino: "Se vangloriar de algo é uma tentativa de se valorizar diante do outro e isso causa inveja".
A inveja é sempre igual?
Segundo Byington, existem três tipos de inveja. O primeiro deles é a inveja autodestrutiva. "É quando nos sentimos inferiores diante da aparência ou conquista de outras pessoas", explicou.
O segundo tipo, o mais grave, é a inveja patológica, aquela que nos faz querer destruir aquele que invejamos. Carlos Byington defende um terceiro tipo de inveja, a criativa. O termo ele tirou de uma declaração de Cazuza, que morria de inveja da letra de "Que país é esse?", de Renato Russo. O músico usou esse sentimento para compor "Brasil". "A inveja criativa é aquela que você sente e usa para conquistar o que deseja", explicou o psicólogo.
O que fazer com a inveja que eu sinto?
Transformar a inveja que você sente em algo positivo é mais fácil do que se imagina. Primeiro, tente observar o que você gosta na pessoa que inveja: é a aparência? O cargo? A família? Amigos?
Depois dessa análise, será que você não exagerou na idealização dessa pessoa? "Coloque o alvo de sua inveja em perspectiva. Costumamos idealizar a vida de quem invejamos e quando analisamos friamente a situação, vemos que ela é tão cor-de-rosa assim, que existem dificuldades, problemas", aconselhou Bonder.
É preciso também valorizar mais o que temos. "Quando sentimos inveja, ampliamos a figura da pessoa e diminuímos tudo que temos e conquistamos. É preciso equilibrar isso. Nem a pessoa está em um pedestal e nem você na sarjeta", falou Bonder.
Tente transformar a inveja em admiração. "É muito simples fazer essa mudança. Em vez de odiar o outro pelo que ele tem, tente encará-lo como um exemplo a ser seguido", disse Amélia.
Para ler e refletir
A cabala da inveja, de Nilton Bonder - Editora Imago
A inveja criativa, de Carlos Byington - Editora Religare
Dicionário Aurélio: Desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem - Desejo violento de possuir o bem alheio - Objeto de inveja.
Vejamos se o Aurélio está certo...
Inveja é um dos sentimentos que pode causar as maiores dores no ser humano. Geralmente, quando existe uma estima de algum objeto de desejo, e ainda se este der status, a inveja se instala. (Diz-se objeto de desejo para coisas não palpáveis também). É fruto também da comparação com as outras pessoas. Ela não existe sem que antes o indivíduo não tenha feito comparações. É a auto-aversão por não ser como os outros são.
É preciso contudo, diferenciar a inveja, da busca do bem-estar. Pode se dizer que é errado trabalhar, lutar para se conquistar o objeto de desejo? O desejo pela conquista do objeto que nos falta, quando feito com humildade e honestidade, não é inveja.
Se uma pessoa destaca-se em alguma atividade, por mais tola que possa parecer, o invejoso está pronto para aparecer e apontar o dedo e tentar minimizar o feito de seu próximo. Um eletrodoméstico novo, um tênis da moda, ou mesmo um brinco bem colocado em combinação com uma roupa extremamente comum, já se torna motivo para elogios, nem sempre sinceros. Surge um sentimento de raiva, de ira, porque geralmente o invejoso sente-se muito mais merecedor da conquista do que o outro. O invejoso não agüenta ter uma outra pessoa invadindo seu território, que em sua lassidão, deixou de ocupar, por pura incapacidade e ou inércia. O invejoso é capaz de boicotar, de fofocar de fazer armadilhas, a fim de destruir o outro. Quer provar, ao menos para si mesmo, que ele é melhor. Mas no seu íntimo, sente-se menor do que os outros, aumenta, se vangloria, enaltece a si mesmo, pois dessa forma abranda o mal-estar do desequilíbrio. Fala excessivamente bem das próprias coisas, procurando diminuir o outro através de crítica. Não percebe muitas vezes suas frustrações, é como se nem existissem, porque logo está de prontidão, pronto para realizar mais um feito de diminuição, descaracterização, burlando suas próprias angústias.
Geralmente, as mulheres exteriorizam mais esse sentimento do que os homens. Estes, procuram outras saídas na exteriorização desse sentimento.
Você com certeza já ouviu frases (ou pensamentos) assim vindas do homem (o que não significa que não venham de uma mulher também):
"Nossa, que bonito carro, gostaria de ter um assim!"
"Que trabalho interessante, queria tê-lo feito!"
"Olha só, que namorado(a) lindo(a), podia ter a mesma sorte!"
Se a surpresa diante de algo, for digna e generosa, não há inveja destrutiva. Trata-se apenas de um incentivo, um grande estímulo para que nos empenhemos em adquirir novas virtudes, produzir melhores trabalhos, realizar melhores conquistas amorosas.
Talvez esse processo todo venha da convivência no ambiente familiar, onde comparações são freqüentes, sem contar com a sociedade, que propaga na mídia processos comparativos, entre as várias marcas apresentadas.
A melhor solução pode estar na forma de utilizar e de encarar a inveja, que, visualizada em termos comparativos pessoais de evolução, do antes e depois, do ontem e do hoje, deixa de ser inveja destrutiva para ser uma inveja de auto-estímulo. Ou seja, o padrão de comparação deixa de ser externo e passa a ser interno.
Aqueles que sabem fazer o bom uso da inveja, utilizam frases assim:
"Nossa, que bonito carro. O meu também me conduz, antes andava a pé!"
"Que trabalho interessante. Eu posso aprender com ele, antes nem sabia como fazer!"
"Que namorado(a) lindo(a). A minha é tão companheira, antes me sentia só!"
O objeto de desejo, só nos dá satisfação, quando a conquista é nossa, e não quando é feita em cima da conquista do outro. Destruir o outro, não fará você chegar aonde o outro chegou. Sua personalidade, desejos, características não são iguais as das outras pessoas, então não adianta usar as demais pessoas como medidas para a vida que é SUA.
Por Katia Horpaczky
A necessidade de assegurar-se contra prejuízos ou perigos internos e externos induz certas pessoas a acumular e armazenar todas as coisas boas de que conseguem lançar mão, e isso pode muito bem conduzir à inveja, introduzindo a pessoa num circulo vicioso de desejo - frustração - ódio. A necessidade de "muito" se torna cada vez mais forte, é evidente que começam a introduzir-se as comparações; que são elementos para a inveja.
A inveja há muito tempo vem sendo reconhecida na teoria e na prática psicanalíticas como sendo uma emoção de grande importância. A inveja que o homem tem da potência do outro ou das posses. Há uma grande tendência em se confundir inveja com ciúmes. A inveja é uma emoção mais primitiva que o ciúme.
O ciúme baseia-se no amor e visa à posse do objeto amado e à remoção do rival. O ciúme pertence a uma relação triangular e, portanto, a um período da vida em que os outros são claramente reconhecidos e diferenciados uns dos outros. A inveja, por sua vez, é uma relação de duas partes, na qual a pessoa inveja o objeto por alguma posse ou qualidade, nenhuma outra pessoa ou objeto precisa entrar nessa relação. O ciúme é necessariamente uma relação de objeto total, ao passo que a inveja é experimentada essencialmente em termos de objetos parciais, embora persista em relação de objeto total.
A inveja tem como objetivo ser tão bom quanto o objeto ou pessoa invejada, mas quando a pessoa sente que isso é impossível ela tende a danificar a bondade ou qualidades do invejado, para assim remover a fonte de sentimentos invejados. Esse é um aspecto da inveja que é muito destrutivo.
Fortes sentimentos de inveja podem conduzir ao desespero, um objeto ideal não pode ser encontrado e, portanto, não há esperança de amor ou de qualquer ajuda.
Kátia Horpaczky é psicóloga clinica, Psicoterapeuta Sexual, Família e Casal. E-mail: katia@rodadavida.com.br
Tema: INVEJA: Que sentimento será esse?
Dissertação em prosa até 30 linhas.
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Textos resferentes ao Júri Simulado
JÚRI SIMULADO
Caso: eutanásia ativa
- Paciente: Julia
- Idade: 18 anos
- Estado Civil: Solteira
A paciente sofre de síndrome metabólica degenerativa, que paralisa o corpo aos poucos. Ela se encontra em estado vegetativo há 10. Seu cérebro ainda apresenta algumas atividades, mas os médicos não acreditam que há uma chance de cura.
A única coisa que a mantém viva são maquinas ligadas por todo seu corpo.
• Defesa: 1 advogado e3 assessores: A paciente possui dois irmãos mais velhos. Ambos são a favor do desligamento das maquinas:
- Primeiro irmão: Fernando
- Idade: 25 anos
- Estado Civil: Casado
- Segundo irmão: Daniel
- Idade: 21 anos
- Estado Civil: Solteiro
- Testemunhas de Defesa:
• 3 médicos e 2 enfermeiras que presenciam o sofrimento diário da paciente.
• Um especialista em casos de eutanásia para explicar ao júri todo o sofrimento da paciente e da família.
- Argumentos usados pela defesa:
• Sofrimento físico e psicológico contínuo e desnecessário
• A morte já é uma certeza, a eutanásia só adiantaria algo certo.
- Provas:
A equipe médica levará laudos que indicam a situação da paciente e também fotos da mesma que possui feridas por todo o corpo devido a mesma posição em que fica.
• Promotoria: 1 promotor e 3 assessores
Pai: José
Idade: 52
Estado Civil: Casado
Mãe: Ana
Idade: 46
Estado Civil: Casada
- Testemunhas:
- A própria Mãe
- Presidente de uma ONG contra a Eutanásia
- Padre
- Argumentos usados pela promotoria:
• A mãe alega que a filha tinha medo de morrer e, antes de entrar em estado vegetativo, pediu que a mantivessem viva a qualquer custo.
• Utiliza a constituição como forma de proibir.
• Abordar a questão religiosa.
- Provas
• O ato de aplicar a injeção letal configura homicídio
• Teria de ser aberta uma exceção à Constituição que proíbe a prática da eutanásia.
Júri: 7 Pessoas
Juíz: obviamente 1 pessoa
Defesa:
Irmão 1: Gabriel H.
Irmão 2: Waldemar
Advogada: Larissa
Assessor 1:Celso
Assessor 2:Douglas
Assessor 3:Laís Verdi
Médica 1:Karina
Médica 2:Letícia
Médica 3:Heloísa
Enfermeira1: Lígia
Enfermeira 2:Débora
Especialista: Felipe
Promotoria:
Pai : Ricardo
Mãe:Marcela P.
Promotor: Gustavo
Assessores 1:Matheus Z.
2: Eduardo
3: Cléber
Presidente: Iuri
Padre: Renan
Júri: São as 14 pessoas que sobraram
Juíza: Laura
Meirinho: Rodrigo
Histórico da Paciente Júlia
Júlia já nascera com sintomas da síndrome metabólica, mas até então os médicos (a mesma equipe que está escrita na defesa) conseguiam amenizar a sua situação, até o dia em que não foi mais possível e a paciente teve de ser ligada a aparelhos para continuar vivendo.Antes disso, porém, levava uma vida normal dentro de seus limites, era carismática e comunicava-se principalmente através de desenhos.Os médicos já tinham alertado os pais que de qualquer forma a menina acabaria passando o resto de sua vida numa cama.
Os dois irmãos, na época em que Júlia entrou em estado vegetativo, tinham apenas 11 e 15 anos, e presenciaram todo o sofrimento da irmã, o que os deixou traumatizados, levando-os então a entrar com o processo assim que atingissem a maioridade.
Os pais ficaram muito abalados com a situação da filha, mas a mãe alega que Júlia queria muito viver, que ela conseguia ver isso nos olhos da filha. Sendo também católica, a mãe não descumpriria um dos mais importantes mandamentos. O pai passou a ter complicações no emprego , por faltar muitas vezes para ir ao hospital.
O tempo só piorou a situação da menina que acabou por desenvolver escorbutos devido a mesma posição em que ficava( a defesa deverá apresentar como provas, conforme escrito na peça, fotos dessa situação). A mãe praticamente morava no hospital, não abandonava a filha, o que lhe custou um grande desgaste emocional.
O início do processo gerou um certo distanciamento entre os pais e os dois filhos.
PARA A DEFESA:
O especialista é um médico pesquisador que estudou durante anos, vários casos como o de Júlia e, portanto, possui argumentos comprovados – que deverão ser apresentados no dia da audiência – de que a eutanásia é a melhor saída para um paciente terminal.
PARA A PROMOTORIA:
O presidente da ONG apresentará relatos de famílias que conviveram com o mesmo problema e nem por isso optaram pela eutanásia.
O Padre pode utilizar de argumentos religiosos, mas sem dar sermão, afinal isso é uma audiência judicial.
Caso: eutanásia ativa
- Paciente: Julia
- Idade: 18 anos
- Estado Civil: Solteira
A paciente sofre de síndrome metabólica degenerativa, que paralisa o corpo aos poucos. Ela se encontra em estado vegetativo há 10. Seu cérebro ainda apresenta algumas atividades, mas os médicos não acreditam que há uma chance de cura.
A única coisa que a mantém viva são maquinas ligadas por todo seu corpo.
• Defesa: 1 advogado e3 assessores: A paciente possui dois irmãos mais velhos. Ambos são a favor do desligamento das maquinas:
- Primeiro irmão: Fernando
- Idade: 25 anos
- Estado Civil: Casado
- Segundo irmão: Daniel
- Idade: 21 anos
- Estado Civil: Solteiro
- Testemunhas de Defesa:
• 3 médicos e 2 enfermeiras que presenciam o sofrimento diário da paciente.
• Um especialista em casos de eutanásia para explicar ao júri todo o sofrimento da paciente e da família.
- Argumentos usados pela defesa:
• Sofrimento físico e psicológico contínuo e desnecessário
• A morte já é uma certeza, a eutanásia só adiantaria algo certo.
- Provas:
A equipe médica levará laudos que indicam a situação da paciente e também fotos da mesma que possui feridas por todo o corpo devido a mesma posição em que fica.
• Promotoria: 1 promotor e 3 assessores
Pai: José
Idade: 52
Estado Civil: Casado
Mãe: Ana
Idade: 46
Estado Civil: Casada
- Testemunhas:
- A própria Mãe
- Presidente de uma ONG contra a Eutanásia
- Padre
- Argumentos usados pela promotoria:
• A mãe alega que a filha tinha medo de morrer e, antes de entrar em estado vegetativo, pediu que a mantivessem viva a qualquer custo.
• Utiliza a constituição como forma de proibir.
• Abordar a questão religiosa.
- Provas
• O ato de aplicar a injeção letal configura homicídio
• Teria de ser aberta uma exceção à Constituição que proíbe a prática da eutanásia.
Júri: 7 Pessoas
Juíz: obviamente 1 pessoa
Defesa:
Irmão 1: Gabriel H.
Irmão 2: Waldemar
Advogada: Larissa
Assessor 1:Celso
Assessor 2:Douglas
Assessor 3:Laís Verdi
Médica 1:Karina
Médica 2:Letícia
Médica 3:Heloísa
Enfermeira1: Lígia
Enfermeira 2:Débora
Especialista: Felipe
Promotoria:
Pai : Ricardo
Mãe:Marcela P.
Promotor: Gustavo
Assessores 1:Matheus Z.
2: Eduardo
3: Cléber
Presidente: Iuri
Padre: Renan
Júri: São as 14 pessoas que sobraram
Juíza: Laura
Meirinho: Rodrigo
Histórico da Paciente Júlia
Júlia já nascera com sintomas da síndrome metabólica, mas até então os médicos (a mesma equipe que está escrita na defesa) conseguiam amenizar a sua situação, até o dia em que não foi mais possível e a paciente teve de ser ligada a aparelhos para continuar vivendo.Antes disso, porém, levava uma vida normal dentro de seus limites, era carismática e comunicava-se principalmente através de desenhos.Os médicos já tinham alertado os pais que de qualquer forma a menina acabaria passando o resto de sua vida numa cama.
Os dois irmãos, na época em que Júlia entrou em estado vegetativo, tinham apenas 11 e 15 anos, e presenciaram todo o sofrimento da irmã, o que os deixou traumatizados, levando-os então a entrar com o processo assim que atingissem a maioridade.
Os pais ficaram muito abalados com a situação da filha, mas a mãe alega que Júlia queria muito viver, que ela conseguia ver isso nos olhos da filha. Sendo também católica, a mãe não descumpriria um dos mais importantes mandamentos. O pai passou a ter complicações no emprego , por faltar muitas vezes para ir ao hospital.
O tempo só piorou a situação da menina que acabou por desenvolver escorbutos devido a mesma posição em que ficava( a defesa deverá apresentar como provas, conforme escrito na peça, fotos dessa situação). A mãe praticamente morava no hospital, não abandonava a filha, o que lhe custou um grande desgaste emocional.
O início do processo gerou um certo distanciamento entre os pais e os dois filhos.
PARA A DEFESA:
O especialista é um médico pesquisador que estudou durante anos, vários casos como o de Júlia e, portanto, possui argumentos comprovados – que deverão ser apresentados no dia da audiência – de que a eutanásia é a melhor saída para um paciente terminal.
PARA A PROMOTORIA:
O presidente da ONG apresentará relatos de famílias que conviveram com o mesmo problema e nem por isso optaram pela eutanásia.
O Padre pode utilizar de argumentos religiosos, mas sem dar sermão, afinal isso é uma audiência judicial.
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