Tema: É possível ser alegre nos dias de hoje?
1 -A alegria vem de estar na presença de Deus. A Bíblia diz em Salmos 16:8-9 “Tenho posto o Senhor continuamente diante de mim; porquanto ele está à minha mão direita, não serei abalado. Porquanto está alegre o meu coração e se regozija a minha alma; também a minha carne habitará em segurança.”
Há alegria em guardar os mandamentos de Deus. A Bíblia diz em João 15:10-11 “Se guardardes os meus mandamentos, permanecereis no meu amor; do mesmo modo que eu tenho guardado os mandamentos de meu Pai, e permaneço no seu amor. Estas coisas vos tenho dito, para que o meu gozo permaneça em vós, e o vosso gozo seja completo.”
A alegria é um dom do Espírito Santo. A Bíblia diz em Gálatas 5:22-23 “Mas o fruto do Espírito é: o amor, o gozo, a paz, a longanimidade, a benignidade, a bondade, a fidelidade, a mansidão, o domínio próprio; contra estas coisas não há lei.”
Podemos ter alegria apesar das nossas circunstâncias. A Bíblia diz em Filipenses 4:4 “Regozijai-vos sempre no Senhor; outra vez digo, regozijai- vos.”
2 - Alegria é expressada por sorrisos, contentamento, em seguida pode ser verbalmente agradecida. O tempo até passa mais rápido do que você imagina, o estímulo da alegria vem através dos cinco sentidos que dão prazer, e logo a alegria. Alegria é só uma palavra que descreve o prazer em outras palavras, uma palavra mais social. Segundo Alexei Lisounenko, alegria se traduz em aceitação, ou seja, você aceitar quem de fato você é, assim possibilitando até mesmo mudanças em sua vida. Ele frisa que esta aceitação está longe do conformismo, onde você aceita sua vida de uma forma negativa, sem perspectiva de mudança.
Em 1986, Michael Christensen, um palhaço americano, diretor do Big Apple Circus de Nova Iorque, apresentava-se numa comemoração num hospital daquela cidade, quando pediu para visitar as crianças internadas que não puderam participar do evento. Improvisando, substituiu as imagens da internação por outras alegres e engraçadas. Essa foi a semente da Clown Care Unit™, grupo de artistas especialmente treinados para levar alegria a crianças internadas em hospitais de Nova Iorque.
Em 1988 Wellington Nogueira passou a integrar a trupe americana. Voltando ao Brasil, em 1991, resolveu tentar aqui um projeto parecido, enquanto ex-colegas faziam o mesmo na França (Le Rire Medecin) e Alemanha (Die Klown Doktoren). Os preparativos deram um trabalho danado, mas valeu: em setembro daquele ano, numa luminosa iniciativa do Hospital e Maternidade Nossa Senhora de Lourdes, em São Paulo (hoje Hospital da Criança), teve início nosso programa.
Informações técnicas
Nossa missão é ser uma organização proeminentemente dedicada a levar alegria a crianças hospitalizadas, seus pais e profissionais de saúde, através da arte do palhaço, nutrindo esta forma de expressão como meio de enriquecimento da experiência humana.
Somos uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos que realiza cerca de 75 mil visitas por ano a crianças internadas em hospitais de São Paulo, Rio de Janeiro, Recife e Belo Horizonte.
Indicações
Traumas ligados à hospitalização infantil: perda de controle sobre o corpo e a vida; atitudes negativas em relação às doenças e à recuperação.
Contra-indicações
Não há.
Posologia
A besteirologia deve ser aplicada diariamente até que o paciente não saiba mais como ficar triste. É remédio para a vida toda.
3 - Neste mundo, as pessoas podem se cosiderar premiadas apenas por existirem. A alegria é seu direito inato. Aqui e ali, ao longo da vida, você vai se sentir alegre sem nem saber porque e às vezes até quando não convém.
Mas c’est la vie! Joie de vivre, como dizem os franceses, é a pura alegria de viver – uma forma de contentamento que ignora a racionalidade.
Não precisamos estar felizes para experimentar um instante de leveza. Acontece quando estamos irritados, cansados, tristes ou preocupados. Basta um pequeno incentivo e, sem mais nem menos, nos sentimos felizes por estarmos vivos e agradecidos pelo amor que carregamos no coração.
Às vezes, é um senhor simpático que se senta a seu lado no trem e lhe sorri. Ou então um fabuloso par de botas que você experimentou. Ou ainda a visão gloriosa das folhas vermelhas de outono contra um céu cinzento de tempestade. De repente, por um breve instante, você se sente emocionalmente pleno, em paz consigo mesmo.
Realizações e sucessos pessoais raramente são motivos para alguém sentir essa forma de felicidade. Na verdade, a natureza inexplicável da alegria de viver é parte de sua própria atração. Misteriosamente, a pessoa se sente envolvida no espetáculo da vida que se desenrola bem a sua frente.
Há quem seja surpreendido por uma explosão de alegria no exato momento em que enfrenta uma situação difícil no trabalho, quando tem de tomar uma decisão complicada ou se recupera de um revés sentimental. Para sentir-se feliz, basta um inesperado dia ensolarado, o olhar de admiração de alguém do outro lado da sala, um trecho de poesia, o convite de um ex-chefe para almoçar e pôr a conversa em dia.
O presente da alegria instantânea é parte tão integrante da natureza humana que mesmo o mais cínico dos mortais não está imune a ele. Já notou a forma como os alarmistas insistem em suas opiniões pessimistas? Provavelmente sentem prazer nisso. E, para dizer a verdade, eu e você também tiramos às vezes certa satisfação romântica de nossos mais indulgentes acessos de autopiedade.
De vez em quando, gostemos ou não, o cérebro é inundado por substâncias químicas de bem-estar – a recompensa da natureza por suportarmos os problemas do mundo.
Portanto, em vez de mostrar alegria quando não há motivo algum para isso, dê-se uma pausa. Não force um sorriso. Em vez disso, olhe em volta e abra-se ao que vê. Observar pessoas vai pôr fim à tristeza mais rapidamente que tomar um remédio. A joie de vivre, afina, foi inventada pelo mesmo povo que nos deu a moda básica e os cafés ao ar livre.
Mas ninguém tem de ir a Paris para encontrar joie de vivre. Lugares públicos são uma fonte de alegria instantânea. Em seu quarteirão, pet shops, cabeleireiros e padarias são locais onde acontece esse tipo de encontro que faz subir os cantos da boca. Outros lugares propícios são museus, feiras, saguões de hotel, aquários e bibliotecas.
Uma pessoa nunca sabe quando será contaminada por uma doce efervescência. Essa emoção pode ser disparada pelo olhar de expectativa de um cachorro quando o dono diz “vamos”. Por um adolescente com o cartaz “bem-vindo, papai” no aeroporto. Ou pela garotinha com seu melhor vestido sentadinha sobre a mala, na rodoviária.
Cuidado: sentir-se triste nunca é desculpa para perder a chance de ficar alegre.
4 - É MELHOR SER ALEGRE DO QUE TRISTE
Composição: Elton Domingues Ferreira
É melhor ser alegre do que triste
Alegria é a melhor coisa que existe
Mas pra fazer poesia é preciso
Um bocado de tristeza
É preciso um punhado
De amor e de frieza no coração
Senão não se faz
Um poema não.
Senão,
É preciso estar amando
É preciso estar chorando
Pelo seu amor,
É preciso sentir o que o encanto
Tem que você não tem.
É necessário sonhar pra depois amar
Feito esta gente que anda toda por ai:
Amando sem gostar e sem ser amado.
É preciso estar sonhando
Pra poder amar de verdade.
quarta-feira, 20 de outubro de 2010
quarta-feira, 29 de setembro de 2010
Inveja
Inveja
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Inveja é o desejo por atributos, posses, estatus, habilidades de outra pessoa. Não é necessariamente associada a um objeto: sua característica mais típica é a comparação desfavorável do estatus de uma pessoa em relação à outra.
A inveja é um dos sete pecados capitais na tradição Católica. É considerado pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bençãos e prioriza o estatus de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual.
A inveja é freqüentemente confundida com o Pecado Capital da cobiça, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. É comumente associada à cor verde, como na expressão "verde de inveja". A frase "monstro de olhos esverdeados" (green-eyed monster, em inglês) se refere a um indivíduo que é motivado pela inveja. A expressão é retirada de uma frase de Otelo de Shakespeare. Outra expressão muito comumente usada no dito popular, para designar a inveja é a dor de cotovelo.
A inveja é um sentimento presente nos seres humanos e também, comprovadamente, em alguns animais. E é a principal causa dos fracassos das pessoas que a cultivam. Esse sentimento faz com que a pessoa fique sempre preocupada com o seu colega que ganha um salário melhor, ou tem um carro mais caro ou uma mulher mais bonita. E acabam deixando passar desapercebidas as oportunidades que as poderiam fazer crescer e a realizarem suas ambições. A inveja pode até ser direcionada para aspectos não materiais, o que na minha visão é a mais grave de todas. É aquele cara que tem tudo, ganha bem e até mais do que o outro mas não suporta a felicidade de seu colega. Essa é a mais destruidora e fatal.
O invejoso sempre acha que o culpado pelo seu fracasso é o sucesso do outro e nunca ele mesmo. Exemplo típico da política brasileira.
Quem rouba o faz pela inveja do patrimônio alheio. Aquele que olha para dentro de si corrige seus erros, aprende coisas novas, muda de profissão, e consegue uma colocação em outra área. Esse é o pensamento construtivo. A empresa que é administrada com base na teoria da inveja está tão condenada ao fracasso como as pessoas. E as administrações modernas estão muito atentas para esse aspecto e trabalham muito para combater ao máximo esse problema.
De onde surge esse monstrinho verde?
Bonder explica que a inveja é construída em cima de raiva e frustração. "O invejoso se sente fracassado em determinadas áreas da vida e, para não sentir raiva de si mesmo, transfere esse ódio para o outro".
A inveja só aparece em grupos de pessoas que estão próximas, seja uma família ou um escritório. "Sentimos inveja de pessoas que estão ao nosso lado e que nos lembram de uma forma ou de outra que não estamos conseguindo atingir as nossas metas de vida. Logo, não há como sentir inveja de uma celebridade, por exemplo", explicou Bonder.
Para o psicólogo Carlos Byington, devemos ficar atentos à inveja porque ela nos indica uma vocação, um desejo reprimido. Ela só se torna maligna quando não nos esforçarmos para conseguir o que queremos.
Mas achar que os invejados são sempre as vítimas é um erro, alerta a terapeuta Amélia Nascimento. "A inveja nasce de uma relação e muitas vezes, mesmo inconscientemente provocamos este sentimento, seja desmerecendo o esforço do outro, seja irradiando sem parar nossas conquistas".
Os que gostam de provocar inveja geralmente possuem um certo sentimento de inferioridade, explicou o rabino: "Se vangloriar de algo é uma tentativa de se valorizar diante do outro e isso causa inveja".
A inveja é sempre igual?
Segundo Byington, existem três tipos de inveja. O primeiro deles é a inveja autodestrutiva. "É quando nos sentimos inferiores diante da aparência ou conquista de outras pessoas", explicou.
O segundo tipo, o mais grave, é a inveja patológica, aquela que nos faz querer destruir aquele que invejamos. Carlos Byington defende um terceiro tipo de inveja, a criativa. O termo ele tirou de uma declaração de Cazuza, que morria de inveja da letra de "Que país é esse?", de Renato Russo. O músico usou esse sentimento para compor "Brasil". "A inveja criativa é aquela que você sente e usa para conquistar o que deseja", explicou o psicólogo.
O que fazer com a inveja que eu sinto?
Transformar a inveja que você sente em algo positivo é mais fácil do que se imagina. Primeiro, tente observar o que você gosta na pessoa que inveja: é a aparência? O cargo? A família? Amigos?
Depois dessa análise, será que você não exagerou na idealização dessa pessoa? "Coloque o alvo de sua inveja em perspectiva. Costumamos idealizar a vida de quem invejamos e quando analisamos friamente a situação, vemos que ela é tão cor-de-rosa assim, que existem dificuldades, problemas", aconselhou Bonder.
É preciso também valorizar mais o que temos. "Quando sentimos inveja, ampliamos a figura da pessoa e diminuímos tudo que temos e conquistamos. É preciso equilibrar isso. Nem a pessoa está em um pedestal e nem você na sarjeta", falou Bonder.
Tente transformar a inveja em admiração. "É muito simples fazer essa mudança. Em vez de odiar o outro pelo que ele tem, tente encará-lo como um exemplo a ser seguido", disse Amélia.
Para ler e refletir
A cabala da inveja, de Nilton Bonder - Editora Imago
A inveja criativa, de Carlos Byington - Editora Religare
Dicionário Aurélio: Desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem - Desejo violento de possuir o bem alheio - Objeto de inveja.
Vejamos se o Aurélio está certo...
Inveja é um dos sentimentos que pode causar as maiores dores no ser humano. Geralmente, quando existe uma estima de algum objeto de desejo, e ainda se este der status, a inveja se instala. (Diz-se objeto de desejo para coisas não palpáveis também). É fruto também da comparação com as outras pessoas. Ela não existe sem que antes o indivíduo não tenha feito comparações. É a auto-aversão por não ser como os outros são.
É preciso contudo, diferenciar a inveja, da busca do bem-estar. Pode se dizer que é errado trabalhar, lutar para se conquistar o objeto de desejo? O desejo pela conquista do objeto que nos falta, quando feito com humildade e honestidade, não é inveja.
Se uma pessoa destaca-se em alguma atividade, por mais tola que possa parecer, o invejoso está pronto para aparecer e apontar o dedo e tentar minimizar o feito de seu próximo. Um eletrodoméstico novo, um tênis da moda, ou mesmo um brinco bem colocado em combinação com uma roupa extremamente comum, já se torna motivo para elogios, nem sempre sinceros. Surge um sentimento de raiva, de ira, porque geralmente o invejoso sente-se muito mais merecedor da conquista do que o outro. O invejoso não agüenta ter uma outra pessoa invadindo seu território, que em sua lassidão, deixou de ocupar, por pura incapacidade e ou inércia. O invejoso é capaz de boicotar, de fofocar de fazer armadilhas, a fim de destruir o outro. Quer provar, ao menos para si mesmo, que ele é melhor. Mas no seu íntimo, sente-se menor do que os outros, aumenta, se vangloria, enaltece a si mesmo, pois dessa forma abranda o mal-estar do desequilíbrio. Fala excessivamente bem das próprias coisas, procurando diminuir o outro através de crítica. Não percebe muitas vezes suas frustrações, é como se nem existissem, porque logo está de prontidão, pronto para realizar mais um feito de diminuição, descaracterização, burlando suas próprias angústias.
Geralmente, as mulheres exteriorizam mais esse sentimento do que os homens. Estes, procuram outras saídas na exteriorização desse sentimento.
Você com certeza já ouviu frases (ou pensamentos) assim vindas do homem (o que não significa que não venham de uma mulher também):
"Nossa, que bonito carro, gostaria de ter um assim!"
"Que trabalho interessante, queria tê-lo feito!"
"Olha só, que namorado(a) lindo(a), podia ter a mesma sorte!"
Se a surpresa diante de algo, for digna e generosa, não há inveja destrutiva. Trata-se apenas de um incentivo, um grande estímulo para que nos empenhemos em adquirir novas virtudes, produzir melhores trabalhos, realizar melhores conquistas amorosas.
Talvez esse processo todo venha da convivência no ambiente familiar, onde comparações são freqüentes, sem contar com a sociedade, que propaga na mídia processos comparativos, entre as várias marcas apresentadas.
A melhor solução pode estar na forma de utilizar e de encarar a inveja, que, visualizada em termos comparativos pessoais de evolução, do antes e depois, do ontem e do hoje, deixa de ser inveja destrutiva para ser uma inveja de auto-estímulo. Ou seja, o padrão de comparação deixa de ser externo e passa a ser interno.
Aqueles que sabem fazer o bom uso da inveja, utilizam frases assim:
"Nossa, que bonito carro. O meu também me conduz, antes andava a pé!"
"Que trabalho interessante. Eu posso aprender com ele, antes nem sabia como fazer!"
"Que namorado(a) lindo(a). A minha é tão companheira, antes me sentia só!"
O objeto de desejo, só nos dá satisfação, quando a conquista é nossa, e não quando é feita em cima da conquista do outro. Destruir o outro, não fará você chegar aonde o outro chegou. Sua personalidade, desejos, características não são iguais as das outras pessoas, então não adianta usar as demais pessoas como medidas para a vida que é SUA.
Por Katia Horpaczky
A necessidade de assegurar-se contra prejuízos ou perigos internos e externos induz certas pessoas a acumular e armazenar todas as coisas boas de que conseguem lançar mão, e isso pode muito bem conduzir à inveja, introduzindo a pessoa num circulo vicioso de desejo - frustração - ódio. A necessidade de "muito" se torna cada vez mais forte, é evidente que começam a introduzir-se as comparações; que são elementos para a inveja.
A inveja há muito tempo vem sendo reconhecida na teoria e na prática psicanalíticas como sendo uma emoção de grande importância. A inveja que o homem tem da potência do outro ou das posses. Há uma grande tendência em se confundir inveja com ciúmes. A inveja é uma emoção mais primitiva que o ciúme.
O ciúme baseia-se no amor e visa à posse do objeto amado e à remoção do rival. O ciúme pertence a uma relação triangular e, portanto, a um período da vida em que os outros são claramente reconhecidos e diferenciados uns dos outros. A inveja, por sua vez, é uma relação de duas partes, na qual a pessoa inveja o objeto por alguma posse ou qualidade, nenhuma outra pessoa ou objeto precisa entrar nessa relação. O ciúme é necessariamente uma relação de objeto total, ao passo que a inveja é experimentada essencialmente em termos de objetos parciais, embora persista em relação de objeto total.
A inveja tem como objetivo ser tão bom quanto o objeto ou pessoa invejada, mas quando a pessoa sente que isso é impossível ela tende a danificar a bondade ou qualidades do invejado, para assim remover a fonte de sentimentos invejados. Esse é um aspecto da inveja que é muito destrutivo.
Fortes sentimentos de inveja podem conduzir ao desespero, um objeto ideal não pode ser encontrado e, portanto, não há esperança de amor ou de qualquer ajuda.
Kátia Horpaczky é psicóloga clinica, Psicoterapeuta Sexual, Família e Casal. E-mail: katia@rodadavida.com.br
Tema: INVEJA: Que sentimento será esse?
Dissertação em prosa até 30 linhas.
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
Inveja é o desejo por atributos, posses, estatus, habilidades de outra pessoa. Não é necessariamente associada a um objeto: sua característica mais típica é a comparação desfavorável do estatus de uma pessoa em relação à outra.
A inveja é um dos sete pecados capitais na tradição Católica. É considerado pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bençãos e prioriza o estatus de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual.
A inveja é freqüentemente confundida com o Pecado Capital da cobiça, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. É comumente associada à cor verde, como na expressão "verde de inveja". A frase "monstro de olhos esverdeados" (green-eyed monster, em inglês) se refere a um indivíduo que é motivado pela inveja. A expressão é retirada de uma frase de Otelo de Shakespeare. Outra expressão muito comumente usada no dito popular, para designar a inveja é a dor de cotovelo.
A inveja é um sentimento presente nos seres humanos e também, comprovadamente, em alguns animais. E é a principal causa dos fracassos das pessoas que a cultivam. Esse sentimento faz com que a pessoa fique sempre preocupada com o seu colega que ganha um salário melhor, ou tem um carro mais caro ou uma mulher mais bonita. E acabam deixando passar desapercebidas as oportunidades que as poderiam fazer crescer e a realizarem suas ambições. A inveja pode até ser direcionada para aspectos não materiais, o que na minha visão é a mais grave de todas. É aquele cara que tem tudo, ganha bem e até mais do que o outro mas não suporta a felicidade de seu colega. Essa é a mais destruidora e fatal.
O invejoso sempre acha que o culpado pelo seu fracasso é o sucesso do outro e nunca ele mesmo. Exemplo típico da política brasileira.
Quem rouba o faz pela inveja do patrimônio alheio. Aquele que olha para dentro de si corrige seus erros, aprende coisas novas, muda de profissão, e consegue uma colocação em outra área. Esse é o pensamento construtivo. A empresa que é administrada com base na teoria da inveja está tão condenada ao fracasso como as pessoas. E as administrações modernas estão muito atentas para esse aspecto e trabalham muito para combater ao máximo esse problema.
De onde surge esse monstrinho verde?
Bonder explica que a inveja é construída em cima de raiva e frustração. "O invejoso se sente fracassado em determinadas áreas da vida e, para não sentir raiva de si mesmo, transfere esse ódio para o outro".
A inveja só aparece em grupos de pessoas que estão próximas, seja uma família ou um escritório. "Sentimos inveja de pessoas que estão ao nosso lado e que nos lembram de uma forma ou de outra que não estamos conseguindo atingir as nossas metas de vida. Logo, não há como sentir inveja de uma celebridade, por exemplo", explicou Bonder.
Para o psicólogo Carlos Byington, devemos ficar atentos à inveja porque ela nos indica uma vocação, um desejo reprimido. Ela só se torna maligna quando não nos esforçarmos para conseguir o que queremos.
Mas achar que os invejados são sempre as vítimas é um erro, alerta a terapeuta Amélia Nascimento. "A inveja nasce de uma relação e muitas vezes, mesmo inconscientemente provocamos este sentimento, seja desmerecendo o esforço do outro, seja irradiando sem parar nossas conquistas".
Os que gostam de provocar inveja geralmente possuem um certo sentimento de inferioridade, explicou o rabino: "Se vangloriar de algo é uma tentativa de se valorizar diante do outro e isso causa inveja".
A inveja é sempre igual?
Segundo Byington, existem três tipos de inveja. O primeiro deles é a inveja autodestrutiva. "É quando nos sentimos inferiores diante da aparência ou conquista de outras pessoas", explicou.
O segundo tipo, o mais grave, é a inveja patológica, aquela que nos faz querer destruir aquele que invejamos. Carlos Byington defende um terceiro tipo de inveja, a criativa. O termo ele tirou de uma declaração de Cazuza, que morria de inveja da letra de "Que país é esse?", de Renato Russo. O músico usou esse sentimento para compor "Brasil". "A inveja criativa é aquela que você sente e usa para conquistar o que deseja", explicou o psicólogo.
O que fazer com a inveja que eu sinto?
Transformar a inveja que você sente em algo positivo é mais fácil do que se imagina. Primeiro, tente observar o que você gosta na pessoa que inveja: é a aparência? O cargo? A família? Amigos?
Depois dessa análise, será que você não exagerou na idealização dessa pessoa? "Coloque o alvo de sua inveja em perspectiva. Costumamos idealizar a vida de quem invejamos e quando analisamos friamente a situação, vemos que ela é tão cor-de-rosa assim, que existem dificuldades, problemas", aconselhou Bonder.
É preciso também valorizar mais o que temos. "Quando sentimos inveja, ampliamos a figura da pessoa e diminuímos tudo que temos e conquistamos. É preciso equilibrar isso. Nem a pessoa está em um pedestal e nem você na sarjeta", falou Bonder.
Tente transformar a inveja em admiração. "É muito simples fazer essa mudança. Em vez de odiar o outro pelo que ele tem, tente encará-lo como um exemplo a ser seguido", disse Amélia.
Para ler e refletir
A cabala da inveja, de Nilton Bonder - Editora Imago
A inveja criativa, de Carlos Byington - Editora Religare
Dicionário Aurélio: Desgosto ou pesar pelo bem ou felicidade de outrem - Desejo violento de possuir o bem alheio - Objeto de inveja.
Vejamos se o Aurélio está certo...
Inveja é um dos sentimentos que pode causar as maiores dores no ser humano. Geralmente, quando existe uma estima de algum objeto de desejo, e ainda se este der status, a inveja se instala. (Diz-se objeto de desejo para coisas não palpáveis também). É fruto também da comparação com as outras pessoas. Ela não existe sem que antes o indivíduo não tenha feito comparações. É a auto-aversão por não ser como os outros são.
É preciso contudo, diferenciar a inveja, da busca do bem-estar. Pode se dizer que é errado trabalhar, lutar para se conquistar o objeto de desejo? O desejo pela conquista do objeto que nos falta, quando feito com humildade e honestidade, não é inveja.
Se uma pessoa destaca-se em alguma atividade, por mais tola que possa parecer, o invejoso está pronto para aparecer e apontar o dedo e tentar minimizar o feito de seu próximo. Um eletrodoméstico novo, um tênis da moda, ou mesmo um brinco bem colocado em combinação com uma roupa extremamente comum, já se torna motivo para elogios, nem sempre sinceros. Surge um sentimento de raiva, de ira, porque geralmente o invejoso sente-se muito mais merecedor da conquista do que o outro. O invejoso não agüenta ter uma outra pessoa invadindo seu território, que em sua lassidão, deixou de ocupar, por pura incapacidade e ou inércia. O invejoso é capaz de boicotar, de fofocar de fazer armadilhas, a fim de destruir o outro. Quer provar, ao menos para si mesmo, que ele é melhor. Mas no seu íntimo, sente-se menor do que os outros, aumenta, se vangloria, enaltece a si mesmo, pois dessa forma abranda o mal-estar do desequilíbrio. Fala excessivamente bem das próprias coisas, procurando diminuir o outro através de crítica. Não percebe muitas vezes suas frustrações, é como se nem existissem, porque logo está de prontidão, pronto para realizar mais um feito de diminuição, descaracterização, burlando suas próprias angústias.
Geralmente, as mulheres exteriorizam mais esse sentimento do que os homens. Estes, procuram outras saídas na exteriorização desse sentimento.
Você com certeza já ouviu frases (ou pensamentos) assim vindas do homem (o que não significa que não venham de uma mulher também):
"Nossa, que bonito carro, gostaria de ter um assim!"
"Que trabalho interessante, queria tê-lo feito!"
"Olha só, que namorado(a) lindo(a), podia ter a mesma sorte!"
Se a surpresa diante de algo, for digna e generosa, não há inveja destrutiva. Trata-se apenas de um incentivo, um grande estímulo para que nos empenhemos em adquirir novas virtudes, produzir melhores trabalhos, realizar melhores conquistas amorosas.
Talvez esse processo todo venha da convivência no ambiente familiar, onde comparações são freqüentes, sem contar com a sociedade, que propaga na mídia processos comparativos, entre as várias marcas apresentadas.
A melhor solução pode estar na forma de utilizar e de encarar a inveja, que, visualizada em termos comparativos pessoais de evolução, do antes e depois, do ontem e do hoje, deixa de ser inveja destrutiva para ser uma inveja de auto-estímulo. Ou seja, o padrão de comparação deixa de ser externo e passa a ser interno.
Aqueles que sabem fazer o bom uso da inveja, utilizam frases assim:
"Nossa, que bonito carro. O meu também me conduz, antes andava a pé!"
"Que trabalho interessante. Eu posso aprender com ele, antes nem sabia como fazer!"
"Que namorado(a) lindo(a). A minha é tão companheira, antes me sentia só!"
O objeto de desejo, só nos dá satisfação, quando a conquista é nossa, e não quando é feita em cima da conquista do outro. Destruir o outro, não fará você chegar aonde o outro chegou. Sua personalidade, desejos, características não são iguais as das outras pessoas, então não adianta usar as demais pessoas como medidas para a vida que é SUA.
Por Katia Horpaczky
A necessidade de assegurar-se contra prejuízos ou perigos internos e externos induz certas pessoas a acumular e armazenar todas as coisas boas de que conseguem lançar mão, e isso pode muito bem conduzir à inveja, introduzindo a pessoa num circulo vicioso de desejo - frustração - ódio. A necessidade de "muito" se torna cada vez mais forte, é evidente que começam a introduzir-se as comparações; que são elementos para a inveja.
A inveja há muito tempo vem sendo reconhecida na teoria e na prática psicanalíticas como sendo uma emoção de grande importância. A inveja que o homem tem da potência do outro ou das posses. Há uma grande tendência em se confundir inveja com ciúmes. A inveja é uma emoção mais primitiva que o ciúme.
O ciúme baseia-se no amor e visa à posse do objeto amado e à remoção do rival. O ciúme pertence a uma relação triangular e, portanto, a um período da vida em que os outros são claramente reconhecidos e diferenciados uns dos outros. A inveja, por sua vez, é uma relação de duas partes, na qual a pessoa inveja o objeto por alguma posse ou qualidade, nenhuma outra pessoa ou objeto precisa entrar nessa relação. O ciúme é necessariamente uma relação de objeto total, ao passo que a inveja é experimentada essencialmente em termos de objetos parciais, embora persista em relação de objeto total.
A inveja tem como objetivo ser tão bom quanto o objeto ou pessoa invejada, mas quando a pessoa sente que isso é impossível ela tende a danificar a bondade ou qualidades do invejado, para assim remover a fonte de sentimentos invejados. Esse é um aspecto da inveja que é muito destrutivo.
Fortes sentimentos de inveja podem conduzir ao desespero, um objeto ideal não pode ser encontrado e, portanto, não há esperança de amor ou de qualquer ajuda.
Kátia Horpaczky é psicóloga clinica, Psicoterapeuta Sexual, Família e Casal. E-mail: katia@rodadavida.com.br
Tema: INVEJA: Que sentimento será esse?
Dissertação em prosa até 30 linhas.
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Textos resferentes ao Júri Simulado
JÚRI SIMULADO
Caso: eutanásia ativa
- Paciente: Julia
- Idade: 18 anos
- Estado Civil: Solteira
A paciente sofre de síndrome metabólica degenerativa, que paralisa o corpo aos poucos. Ela se encontra em estado vegetativo há 10. Seu cérebro ainda apresenta algumas atividades, mas os médicos não acreditam que há uma chance de cura.
A única coisa que a mantém viva são maquinas ligadas por todo seu corpo.
• Defesa: 1 advogado e3 assessores: A paciente possui dois irmãos mais velhos. Ambos são a favor do desligamento das maquinas:
- Primeiro irmão: Fernando
- Idade: 25 anos
- Estado Civil: Casado
- Segundo irmão: Daniel
- Idade: 21 anos
- Estado Civil: Solteiro
- Testemunhas de Defesa:
• 3 médicos e 2 enfermeiras que presenciam o sofrimento diário da paciente.
• Um especialista em casos de eutanásia para explicar ao júri todo o sofrimento da paciente e da família.
- Argumentos usados pela defesa:
• Sofrimento físico e psicológico contínuo e desnecessário
• A morte já é uma certeza, a eutanásia só adiantaria algo certo.
- Provas:
A equipe médica levará laudos que indicam a situação da paciente e também fotos da mesma que possui feridas por todo o corpo devido a mesma posição em que fica.
• Promotoria: 1 promotor e 3 assessores
Pai: José
Idade: 52
Estado Civil: Casado
Mãe: Ana
Idade: 46
Estado Civil: Casada
- Testemunhas:
- A própria Mãe
- Presidente de uma ONG contra a Eutanásia
- Padre
- Argumentos usados pela promotoria:
• A mãe alega que a filha tinha medo de morrer e, antes de entrar em estado vegetativo, pediu que a mantivessem viva a qualquer custo.
• Utiliza a constituição como forma de proibir.
• Abordar a questão religiosa.
- Provas
• O ato de aplicar a injeção letal configura homicídio
• Teria de ser aberta uma exceção à Constituição que proíbe a prática da eutanásia.
Júri: 7 Pessoas
Juíz: obviamente 1 pessoa
Defesa:
Irmão 1: Gabriel H.
Irmão 2: Waldemar
Advogada: Larissa
Assessor 1:Celso
Assessor 2:Douglas
Assessor 3:Laís Verdi
Médica 1:Karina
Médica 2:Letícia
Médica 3:Heloísa
Enfermeira1: Lígia
Enfermeira 2:Débora
Especialista: Felipe
Promotoria:
Pai : Ricardo
Mãe:Marcela P.
Promotor: Gustavo
Assessores 1:Matheus Z.
2: Eduardo
3: Cléber
Presidente: Iuri
Padre: Renan
Júri: São as 14 pessoas que sobraram
Juíza: Laura
Meirinho: Rodrigo
Histórico da Paciente Júlia
Júlia já nascera com sintomas da síndrome metabólica, mas até então os médicos (a mesma equipe que está escrita na defesa) conseguiam amenizar a sua situação, até o dia em que não foi mais possível e a paciente teve de ser ligada a aparelhos para continuar vivendo.Antes disso, porém, levava uma vida normal dentro de seus limites, era carismática e comunicava-se principalmente através de desenhos.Os médicos já tinham alertado os pais que de qualquer forma a menina acabaria passando o resto de sua vida numa cama.
Os dois irmãos, na época em que Júlia entrou em estado vegetativo, tinham apenas 11 e 15 anos, e presenciaram todo o sofrimento da irmã, o que os deixou traumatizados, levando-os então a entrar com o processo assim que atingissem a maioridade.
Os pais ficaram muito abalados com a situação da filha, mas a mãe alega que Júlia queria muito viver, que ela conseguia ver isso nos olhos da filha. Sendo também católica, a mãe não descumpriria um dos mais importantes mandamentos. O pai passou a ter complicações no emprego , por faltar muitas vezes para ir ao hospital.
O tempo só piorou a situação da menina que acabou por desenvolver escorbutos devido a mesma posição em que ficava( a defesa deverá apresentar como provas, conforme escrito na peça, fotos dessa situação). A mãe praticamente morava no hospital, não abandonava a filha, o que lhe custou um grande desgaste emocional.
O início do processo gerou um certo distanciamento entre os pais e os dois filhos.
PARA A DEFESA:
O especialista é um médico pesquisador que estudou durante anos, vários casos como o de Júlia e, portanto, possui argumentos comprovados – que deverão ser apresentados no dia da audiência – de que a eutanásia é a melhor saída para um paciente terminal.
PARA A PROMOTORIA:
O presidente da ONG apresentará relatos de famílias que conviveram com o mesmo problema e nem por isso optaram pela eutanásia.
O Padre pode utilizar de argumentos religiosos, mas sem dar sermão, afinal isso é uma audiência judicial.
Caso: eutanásia ativa
- Paciente: Julia
- Idade: 18 anos
- Estado Civil: Solteira
A paciente sofre de síndrome metabólica degenerativa, que paralisa o corpo aos poucos. Ela se encontra em estado vegetativo há 10. Seu cérebro ainda apresenta algumas atividades, mas os médicos não acreditam que há uma chance de cura.
A única coisa que a mantém viva são maquinas ligadas por todo seu corpo.
• Defesa: 1 advogado e3 assessores: A paciente possui dois irmãos mais velhos. Ambos são a favor do desligamento das maquinas:
- Primeiro irmão: Fernando
- Idade: 25 anos
- Estado Civil: Casado
- Segundo irmão: Daniel
- Idade: 21 anos
- Estado Civil: Solteiro
- Testemunhas de Defesa:
• 3 médicos e 2 enfermeiras que presenciam o sofrimento diário da paciente.
• Um especialista em casos de eutanásia para explicar ao júri todo o sofrimento da paciente e da família.
- Argumentos usados pela defesa:
• Sofrimento físico e psicológico contínuo e desnecessário
• A morte já é uma certeza, a eutanásia só adiantaria algo certo.
- Provas:
A equipe médica levará laudos que indicam a situação da paciente e também fotos da mesma que possui feridas por todo o corpo devido a mesma posição em que fica.
• Promotoria: 1 promotor e 3 assessores
Pai: José
Idade: 52
Estado Civil: Casado
Mãe: Ana
Idade: 46
Estado Civil: Casada
- Testemunhas:
- A própria Mãe
- Presidente de uma ONG contra a Eutanásia
- Padre
- Argumentos usados pela promotoria:
• A mãe alega que a filha tinha medo de morrer e, antes de entrar em estado vegetativo, pediu que a mantivessem viva a qualquer custo.
• Utiliza a constituição como forma de proibir.
• Abordar a questão religiosa.
- Provas
• O ato de aplicar a injeção letal configura homicídio
• Teria de ser aberta uma exceção à Constituição que proíbe a prática da eutanásia.
Júri: 7 Pessoas
Juíz: obviamente 1 pessoa
Defesa:
Irmão 1: Gabriel H.
Irmão 2: Waldemar
Advogada: Larissa
Assessor 1:Celso
Assessor 2:Douglas
Assessor 3:Laís Verdi
Médica 1:Karina
Médica 2:Letícia
Médica 3:Heloísa
Enfermeira1: Lígia
Enfermeira 2:Débora
Especialista: Felipe
Promotoria:
Pai : Ricardo
Mãe:Marcela P.
Promotor: Gustavo
Assessores 1:Matheus Z.
2: Eduardo
3: Cléber
Presidente: Iuri
Padre: Renan
Júri: São as 14 pessoas que sobraram
Juíza: Laura
Meirinho: Rodrigo
Histórico da Paciente Júlia
Júlia já nascera com sintomas da síndrome metabólica, mas até então os médicos (a mesma equipe que está escrita na defesa) conseguiam amenizar a sua situação, até o dia em que não foi mais possível e a paciente teve de ser ligada a aparelhos para continuar vivendo.Antes disso, porém, levava uma vida normal dentro de seus limites, era carismática e comunicava-se principalmente através de desenhos.Os médicos já tinham alertado os pais que de qualquer forma a menina acabaria passando o resto de sua vida numa cama.
Os dois irmãos, na época em que Júlia entrou em estado vegetativo, tinham apenas 11 e 15 anos, e presenciaram todo o sofrimento da irmã, o que os deixou traumatizados, levando-os então a entrar com o processo assim que atingissem a maioridade.
Os pais ficaram muito abalados com a situação da filha, mas a mãe alega que Júlia queria muito viver, que ela conseguia ver isso nos olhos da filha. Sendo também católica, a mãe não descumpriria um dos mais importantes mandamentos. O pai passou a ter complicações no emprego , por faltar muitas vezes para ir ao hospital.
O tempo só piorou a situação da menina que acabou por desenvolver escorbutos devido a mesma posição em que ficava( a defesa deverá apresentar como provas, conforme escrito na peça, fotos dessa situação). A mãe praticamente morava no hospital, não abandonava a filha, o que lhe custou um grande desgaste emocional.
O início do processo gerou um certo distanciamento entre os pais e os dois filhos.
PARA A DEFESA:
O especialista é um médico pesquisador que estudou durante anos, vários casos como o de Júlia e, portanto, possui argumentos comprovados – que deverão ser apresentados no dia da audiência – de que a eutanásia é a melhor saída para um paciente terminal.
PARA A PROMOTORIA:
O presidente da ONG apresentará relatos de famílias que conviveram com o mesmo problema e nem por isso optaram pela eutanásia.
O Padre pode utilizar de argumentos religiosos, mas sem dar sermão, afinal isso é uma audiência judicial.
terça-feira, 10 de agosto de 2010
UNICAMP 2005
Segue abaixo o link com acesso ao PDF para a prova da Unicamp de 2005. Lembrando que é para fazer a Proposta A - Dissertação.
Unicamp 2005
Unicamp 2005
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
UNICAMP 2006
APRESENTAÇÃO DA COLETÂNEA
Em uma época em que quase tudo tende a circular de modo virtual, pessoas e mercadorias continuam a se deslocar fi sicamente de um lugar para outro. Por isso, é importante refletir sobre os meios de transporte que possibilitam esse deslocamento.
1) “Governar é construir estradas.” (Washington Luís)
2) Em função do café, aparelharam-se portos, criaram-se novos mecanismos de crédito, empregos, revolucionaram-se os transportes.
(...) Era preciso superar os inconvenientes resultantes dos caminhos precários, das cargas em lombo de burro que encareciam custos e dificultavam o fluxo adequado dos produtos. Por volta de 1850, a economia cafeeira do vale do Paraíba chegou ao auge. O
problema do transporte foi em grande parte solucionado com a construção da Estrada de Ferro D. Pedro II, mais tarde denominada Central do Brasil. As maiores iniciativas de construção de estradas de ferro decorreram da necessidade de melhorar as condições de transporte das principais mercadorias de exportação para os portos mais importantes do país. (...) O governo de Juscelino Kubitschek (1956-1960) ficou associado à instalação da indústria automobilística, incentivando a produção de automóveis e caminhões com capitais privados, especialmente estrangeiros. Estes foram atraídos ao Brasil graças às facilidades concedidas e graças também às potencialidades do mercado brasileiro. (...) Vista em termos numéricos e de organização empresarial, a instalação da indústria automobilística representou um inegável êxito. Porém, ela se enquadrou no propósito de criar uma “civilização do automóvel” em detrimento da ampliação de meios de transporte coletivo para a grande massa. (...) Como as ferrovias foram, na prática, abandonadas, o Brasil se tornou cada vez mais dependente da extensão e conservação das rodovias e do uso dos derivados de petróleo na área de transportes. (...) No governo Médici, o projeto da rodovia Transamazônica representou um bom exemplo do espírito do “capitalismo
selvagem”. Foi construída para assegurar o controle brasileiro da região – um eterno fantasma na ótica dos militares – e para assentar em agrovilas trabalhadores nordestinos. Após provocar muita destruição e engordar as empreiteiras, a obra resultou em um fracasso.
(Adaptado de Boris Fausto, História concisa do Brasil. São Paulo: Edusp/Imprensa Ofi cial do Estado, 2002, p. 269-270.)
3)
4) O agronegócio é o setor mais afetado pela precariedade da infra-estrutura de transporte no país. Isso porque o surto de desenvolvimento das lavouras comercialmente mais rentáveis se deu nas chamadas fronteiras agrícolas, no coração do país, em regiões distantes da costa. Como o cultivo chegou antes do asfalto, a maior parte da produção cruza o país chacoalhando em caminhões. No trajeto para a costa, nas estradas mal conservadas, a trepidação do veículo faz com que uma quantidade equivalente a cerca de 3% de toda a safra se extravie, calcula Paulo Tarso Resende, da Fundace. “O uso de hidrovias reduziria o desperdício, mas faltam investimentos”, diz ele. Perda de igual escala ocorre no porto, com multas e atrasos no translado para os navios, pois as instalações são defi cientes, faltam contêineres e as embarcações têm de esperar em fi las até conseguir vaga para atracar.
(Adaptado de Juliana Garçon, “Precariedade afeta mais o agronegócio”, em www.agr.feis.unesp.br, 13/02/2005.)
5) O avião
Sou mais ligeiro que um carro,
Corro bem mais que um navio.
Sou o passarinho maior
Que até hoje você na sua vida já viu.
Vôo lá por cima das nuvens
Onde o azul muda de tom.
E se eu quiser ultrapasso fácil
A barreira do som.
Minha barriga foi feita
Pra muita gente levar.
Trago pessoas de férias
E homens que vêm e que vão trabalhar.
(...)
Se você me vê lá no alto
Voando na imensidão,
Eu fi co tão pequenininho
Que caibo na palma da mão.
(Toquinho. CD Pra gente miúda II, Mercury Records, 1993.)
6) Chegamos ao território do trem-fantasma. Sua permanência é tão viva no imaginário popular que já virou atrativo obrigatório nos parques de diversões. O aspecto lúdico dessa representação está profundamente inscrito no inconsciente coletivo da sociedade
industrial. O trenzinho – de madeira ou elétrico – é um dos brinquedos mais persistentes, um dos meios de transporte mais acessíveis ao mundo encantado da infância. E não têm sido poucas as imagens literárias, pictóricas ou fotocinematográficas que identifi cam a locomotiva com o animal antediluviano. Esta máquina incrível que já signifi cou o fio condutor das mudanças revolucionárias é
passada, agora, para trás. É expulsa do terreno da história. Dinossauro resfolegante e inclassifi cável, a locomotiva está condenada a vagar incontinenti pelos campos e redutos afl itos da solidão.
(Francisco Foot Hardman, Trem fantasma: a modernidade na selva. São Paulo:
Companhia das Letras, 1988, p. 39.)
7) Para Cristina Bodini, presidente da comissão de trânsito da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), os acidentes – como o que aconteceu ontem com um ônibus da prefeitura de Itatinga que transportava estudantes universitários – geralmente são causados porque “muitos veículos são obsoletos”. (...) Segundo Luís Carlos Franchini, gerente de fi scalização da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP), os veículos de transporte de estudantes são obrigados a passar por uma vistoria a cada seis meses. “No entanto, o ônibus acidentado pertencia à prefeitura de Itatinga, e por isso a ARTESP não vistoriava esse veículo.
Por se tratar de um carro oficial, é a prefeitura que deve proporcionar um agente fi scalizador”, disse Franchini. De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER) e a Polícia Rodoviária Estadual, não é possível saber quantos acidentes envolvendo veículos escolares acontecem atualmente nas estradas de São Paulo. O motivo é que os carros envolvidos em acidentes não são separados por categoria. Segundo o DER, entre janeiro e junho de 2005, houve 35.141 acidentes nas estradas paulistas, que provocaram 18.527 vítimas, das quais, 1.175 fatais.
(Pablo López Guelli, “Veículos obsoletos causam acidente”. Folha de S. Paulo, 17/09/2005,
p.C5.)
8) Paralelamente ao processo de privatização das vias terrestres, o Governo criou a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Essa Agência regulamenta os transportes rodoviário, ferroviário e dutoviário (gases, óleos e minérios). Dentre suas atividades, estão o acompanhamento e fi scalização dos contratos das concessionárias; o controle do transporte fretado (de passageiros e de cargas), de
multas rodoviárias, de registro de transporte de cargas, de excesso de peso, de vale-pedágio; o combate ao transporte clandestino, e o estabelecimento de regulamentos e procedimentos de execução de obras e serviços. A seguir, trecho da entrevista do diretor-geral da ANTT, José Alexandre Nogueira de Resende:
– A ANTT criou canais de comunicação com os usuários através de 0800, internet e uma Ouvidoria. Como tem sido essa
experiência?
– Recebemos contribuições do Brasil inteiro. Atualmente, são mais de 1500 por dia, que servem de apoio à nossa fi scalização.
São denúncias, queixas, sugestões, e até mesmo críticas com relação à atuação da própria agência. As agências reguladoras se caracterizam pelo processo de transparência. As decisões são tomadas através de audiências públicas. A importância do registro nacional do transportador rodoviário de cargas ficou clara com essas contribuições que estão chegando, e há anos não era dada atenção a esse assunto. No transporte de passageiros temos recebido mais contribuições e isso nos levou a uma série de audiências para discutir a nova regulamentação do transporte de fretamento. (Adaptado de http://www.estradas.com.br, 19/09/2005.)
Proposta A
Com o auxílio de elementos presentes na coletânea, trabalhe sua dissertação a partir do seguinte recorte temático:
Diferentes são os meios de transporte, assim como as políticas adotadas pelo Estado para viabilizá-los. O Estado pode atuar de forma mais direta, por meio de fi nanciamentos, concessões, isenções e privilégios fiscais, ou apenas exercer um papel regulador dos diversos setores envolvidos.
Em uma época em que quase tudo tende a circular de modo virtual, pessoas e mercadorias continuam a se deslocar fi sicamente de um lugar para outro. Por isso, é importante refletir sobre os meios de transporte que possibilitam esse deslocamento.
1) “Governar é construir estradas.” (Washington Luís)
2) Em função do café, aparelharam-se portos, criaram-se novos mecanismos de crédito, empregos, revolucionaram-se os transportes.
(...) Era preciso superar os inconvenientes resultantes dos caminhos precários, das cargas em lombo de burro que encareciam custos e dificultavam o fluxo adequado dos produtos. Por volta de 1850, a economia cafeeira do vale do Paraíba chegou ao auge. O
problema do transporte foi em grande parte solucionado com a construção da Estrada de Ferro D. Pedro II, mais tarde denominada Central do Brasil. As maiores iniciativas de construção de estradas de ferro decorreram da necessidade de melhorar as condições de transporte das principais mercadorias de exportação para os portos mais importantes do país. (...) O governo de Juscelino Kubitschek (1956-1960) ficou associado à instalação da indústria automobilística, incentivando a produção de automóveis e caminhões com capitais privados, especialmente estrangeiros. Estes foram atraídos ao Brasil graças às facilidades concedidas e graças também às potencialidades do mercado brasileiro. (...) Vista em termos numéricos e de organização empresarial, a instalação da indústria automobilística representou um inegável êxito. Porém, ela se enquadrou no propósito de criar uma “civilização do automóvel” em detrimento da ampliação de meios de transporte coletivo para a grande massa. (...) Como as ferrovias foram, na prática, abandonadas, o Brasil se tornou cada vez mais dependente da extensão e conservação das rodovias e do uso dos derivados de petróleo na área de transportes. (...) No governo Médici, o projeto da rodovia Transamazônica representou um bom exemplo do espírito do “capitalismo
selvagem”. Foi construída para assegurar o controle brasileiro da região – um eterno fantasma na ótica dos militares – e para assentar em agrovilas trabalhadores nordestinos. Após provocar muita destruição e engordar as empreiteiras, a obra resultou em um fracasso.
(Adaptado de Boris Fausto, História concisa do Brasil. São Paulo: Edusp/Imprensa Ofi cial do Estado, 2002, p. 269-270.)
3)
4) O agronegócio é o setor mais afetado pela precariedade da infra-estrutura de transporte no país. Isso porque o surto de desenvolvimento das lavouras comercialmente mais rentáveis se deu nas chamadas fronteiras agrícolas, no coração do país, em regiões distantes da costa. Como o cultivo chegou antes do asfalto, a maior parte da produção cruza o país chacoalhando em caminhões. No trajeto para a costa, nas estradas mal conservadas, a trepidação do veículo faz com que uma quantidade equivalente a cerca de 3% de toda a safra se extravie, calcula Paulo Tarso Resende, da Fundace. “O uso de hidrovias reduziria o desperdício, mas faltam investimentos”, diz ele. Perda de igual escala ocorre no porto, com multas e atrasos no translado para os navios, pois as instalações são defi cientes, faltam contêineres e as embarcações têm de esperar em fi las até conseguir vaga para atracar.
(Adaptado de Juliana Garçon, “Precariedade afeta mais o agronegócio”, em www.agr.feis.unesp.br, 13/02/2005.)
5) O avião
Sou mais ligeiro que um carro,
Corro bem mais que um navio.
Sou o passarinho maior
Que até hoje você na sua vida já viu.
Vôo lá por cima das nuvens
Onde o azul muda de tom.
E se eu quiser ultrapasso fácil
A barreira do som.
Minha barriga foi feita
Pra muita gente levar.
Trago pessoas de férias
E homens que vêm e que vão trabalhar.
(...)
Se você me vê lá no alto
Voando na imensidão,
Eu fi co tão pequenininho
Que caibo na palma da mão.
(Toquinho. CD Pra gente miúda II, Mercury Records, 1993.)
6) Chegamos ao território do trem-fantasma. Sua permanência é tão viva no imaginário popular que já virou atrativo obrigatório nos parques de diversões. O aspecto lúdico dessa representação está profundamente inscrito no inconsciente coletivo da sociedade
industrial. O trenzinho – de madeira ou elétrico – é um dos brinquedos mais persistentes, um dos meios de transporte mais acessíveis ao mundo encantado da infância. E não têm sido poucas as imagens literárias, pictóricas ou fotocinematográficas que identifi cam a locomotiva com o animal antediluviano. Esta máquina incrível que já signifi cou o fio condutor das mudanças revolucionárias é
passada, agora, para trás. É expulsa do terreno da história. Dinossauro resfolegante e inclassifi cável, a locomotiva está condenada a vagar incontinenti pelos campos e redutos afl itos da solidão.
(Francisco Foot Hardman, Trem fantasma: a modernidade na selva. São Paulo:
Companhia das Letras, 1988, p. 39.)
7) Para Cristina Bodini, presidente da comissão de trânsito da Associação Nacional de Transportes Públicos (ANTP), os acidentes – como o que aconteceu ontem com um ônibus da prefeitura de Itatinga que transportava estudantes universitários – geralmente são causados porque “muitos veículos são obsoletos”. (...) Segundo Luís Carlos Franchini, gerente de fi scalização da Agência Reguladora de Transportes do Estado de São Paulo (ARTESP), os veículos de transporte de estudantes são obrigados a passar por uma vistoria a cada seis meses. “No entanto, o ônibus acidentado pertencia à prefeitura de Itatinga, e por isso a ARTESP não vistoriava esse veículo.
Por se tratar de um carro oficial, é a prefeitura que deve proporcionar um agente fi scalizador”, disse Franchini. De acordo com o Departamento de Estradas de Rodagem de São Paulo (DER) e a Polícia Rodoviária Estadual, não é possível saber quantos acidentes envolvendo veículos escolares acontecem atualmente nas estradas de São Paulo. O motivo é que os carros envolvidos em acidentes não são separados por categoria. Segundo o DER, entre janeiro e junho de 2005, houve 35.141 acidentes nas estradas paulistas, que provocaram 18.527 vítimas, das quais, 1.175 fatais.
(Pablo López Guelli, “Veículos obsoletos causam acidente”. Folha de S. Paulo, 17/09/2005,
p.C5.)
8) Paralelamente ao processo de privatização das vias terrestres, o Governo criou a Agência Nacional de Transporte Terrestre (ANTT). Essa Agência regulamenta os transportes rodoviário, ferroviário e dutoviário (gases, óleos e minérios). Dentre suas atividades, estão o acompanhamento e fi scalização dos contratos das concessionárias; o controle do transporte fretado (de passageiros e de cargas), de
multas rodoviárias, de registro de transporte de cargas, de excesso de peso, de vale-pedágio; o combate ao transporte clandestino, e o estabelecimento de regulamentos e procedimentos de execução de obras e serviços. A seguir, trecho da entrevista do diretor-geral da ANTT, José Alexandre Nogueira de Resende:
– A ANTT criou canais de comunicação com os usuários através de 0800, internet e uma Ouvidoria. Como tem sido essa
experiência?
– Recebemos contribuições do Brasil inteiro. Atualmente, são mais de 1500 por dia, que servem de apoio à nossa fi scalização.
São denúncias, queixas, sugestões, e até mesmo críticas com relação à atuação da própria agência. As agências reguladoras se caracterizam pelo processo de transparência. As decisões são tomadas através de audiências públicas. A importância do registro nacional do transportador rodoviário de cargas ficou clara com essas contribuições que estão chegando, e há anos não era dada atenção a esse assunto. No transporte de passageiros temos recebido mais contribuições e isso nos levou a uma série de audiências para discutir a nova regulamentação do transporte de fretamento. (Adaptado de http://www.estradas.com.br, 19/09/2005.)
Proposta A
Com o auxílio de elementos presentes na coletânea, trabalhe sua dissertação a partir do seguinte recorte temático:
Diferentes são os meios de transporte, assim como as políticas adotadas pelo Estado para viabilizá-los. O Estado pode atuar de forma mais direta, por meio de fi nanciamentos, concessões, isenções e privilégios fiscais, ou apenas exercer um papel regulador dos diversos setores envolvidos.
Instruções
1) Discuta que meio(s) de transporte deve(m) ser priorizado(s) para atender às
necessidades da realidade brasileira atual.
2) Trabalhe seus argumentos no sentido de explicitar como esse(s) meio(s) pode(m) ser
viabilizado(s) e qual poderia ser o papel do Estado nesse processo.
3) Explore tais argumentos de modo a justifi car seu ponto de vista.
1) Discuta que meio(s) de transporte deve(m) ser priorizado(s) para atender às
necessidades da realidade brasileira atual.
2) Trabalhe seus argumentos no sentido de explicitar como esse(s) meio(s) pode(m) ser
viabilizado(s) e qual poderia ser o papel do Estado nesse processo.
3) Explore tais argumentos de modo a justifi car seu ponto de vista.
terça-feira, 18 de maio de 2010
Proposta para 24/05
TEMA: AUTO –AJUDA: SOLUÇÃO OU ILUSÃO?
Houve um tempo em que as listas de livros mais vendidos dividiam-se em duas categorias. Na primeira, estavam os livros de ficção: romances, novelas, coletâneas e contos. Na segunda os livros de não ficção: memórias, biografias, ensaios literários. Mas lá pelos anos 60. a lista de não ficção passou a exibir títulos bem diferentes. Eram manuais de auto conhecimento, dicas para um casamento mais feliz, fórmulas para que o leitor pudesse ser bem sucedido. Os editores dos suplementos e seções especializadas apavoravam.. Afinal, aquelas obras, vistas como um gênero menor, começaram a não deixar espaço nem para trabalhos de inegável qualidade literária. Assim, em 1983, o New York Times criou uma lista exclusiva para o que foi chamado de “livros de aconselhamento”.
De 2000 a 2004, o mercado americano desses livros cresceu 50%. No Brasil a cifra é ainda mais impressionante. Enquanto o mercado editorial cresceu 35% na última década, o filão de auto-ajuda acumulou impressionantes 700% de aumento.
O arrebatamento de leitores pelo mundo foi acompanhado por um proporcional aumento das críticas. Nenhum outro gênero literário sofre tantos bombardeios: os livros são chamados de pobres, superficiais e até de alienadores. Mas o que a demanda por eles diz sobre a sociedade em que vivemos? E é possível tirar algum proveito da ajuda oferecida por eles?
COMO TUDO COMEÇOU?
Uma das acusações formuladas contra o gênero de auto- ajuda diz que os livros criam pessoas alienadas, incapazes de tomar atitudes. Assim, não deixa de ser irônico que o pioneiro do gênero, o cara que inclusive cunhou o termo para o qual os literatos torcem o nariz hoje em dia, tenha sido o médico escocês Samuel Smiles. Smiles ( cujo sobrenome significa sorrisos em português, dando um tom ainda mais irônico à história) abandonou a medicina em 1830 para se tornar uma das figuras mais engajadas da política de sua época. Foi um dos principais defensores de ideais como o voto secreto e abolição da comprovação de renda para candidatos a cargos legislativos.
COMO RECONHECER UM?
Se você entrar em uma livraria, não vai ter grandes problemas em reconhecer os livros de auto-ajuda. Basta se dirigir a maior prateleira da loja. Mas talvez não seja tão fácil definir o que faz e o que não faz parte do gênero. A obra de Paulo Coelho, por exemplo, costuma receber a etiqueta. “É a temática esotérica que o aproxima do gênero de auto-ajuda. Mas não há dúvidas de que os livros de Paulo Coelho são romances, ou novelas” , diz o historiador gaúcho Mário Mestri, autor de Por Que Paulo Coelho Teve Tanto Sucesso.
Ao contrário dos títulos de Paulo Coelho, livros de auto-ajuda não são romances, mas ensaios: textos analíticos sobre um assunto específico. Eles se dirigem diretamente ao leitor, tratando-o de forma pessoal. Falam com “você”. Não é à toa que, em inglês, recebam a denominação “livros de aconselhamento”. O objetivo deles é servir ainda que temporariamente, com um amigo ou professor que sempre tem uma palavra de apoio na ponta da língua. Aliás, e apesar de não haver estudos específicos sobre reações cerebrais e livros de auto-ajuda, alguns psicanalistas acreditam que as mensagens contidas neles atuam no cérebro da mesma forma que uma conversa com pessoas em que confiamos: estimulam o lado direito do cérebro, responsável pelas emoções, e ativam a área responsável pelo prazer.
É para que esse “papo” tenha ainda mais efeito que os livros costumam usar letras grandes, tabelas e recapitulações. A idéia é facilitar o quanto puderem a leitura. Nesse sentido, outro trunfo do gênero são as metáforas. “Tudo o que você precisa é lapidar o diamante bruto que há dentro de você” é um exemplo de mensagem de alguns dos best sellers do gênero. Essas comparações podem ajudar o leitor a entender mais claramente algo que ele intuía ajudando-o a modificar comportamentos. Mas há quem diga que o uso recorrente deste artifício não passa de uma tentativa de maquiar idéias óbvias.
Outra característica típica é a promoção da idéia de que você é o único responsável por sua felicidade e pode se aprimorar confiando única e exclusivamente em seus poderes interiores. “ Quando as pessoas se voltam à cultura de auto-ajuda, elas estão apostando em sua invencibilidade – e negando a vulnerabilidade e fragilidade humana”, diz a socióloga Micki McGee, da Universidade de Nova York.
POR QUE TANTO SUCESSO?
A explicação mais recorrente é exatamente a promessa de que podemos, sim, driblar os sacrifícios, romper os paradigmas e sermos felizes. “ A burguesia, a classe social conduz a era moderna, acabou com o sofrimento e impôs a felicidade como regra”, escreveu o filósofo Pascal Bruckner em A Euforia Perpétua. Para Bruckner, essa obrigação nos coloca em condições ideais de consumir fórmulas milagrosas, entre elas todo tipo de auto-ajuda. “ Existe um arsenal de apetrechos que tenho chamado de felicidade automática”, escreveu Bruckner.
Além disso, a falta de rumo decorrente das mudanças comportamentais do século XX acabaram por deixar as pessoas cada vez mais carentes de um manual ( ou um guru ) que lhes explique o que fazer e como. Hoje, esses livros ocupam um lugar que, antigamente, as religiões ocupavam, diz a psicanalista Giselle Groeninga, diretora do instituto de Direito da Família.
Realmente tempos bicudos na economia ou política ou períodos de grandes mudanças de comportamento parece favorecer o consumo de livros de auto-ajuda. De acordo com a Câmara Brasileira do Livro, a maior expansão no Brasil aconteceu na época do chamado do confisco do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Em 1994, 107 títulos venderam 410 mil exemplares no país, um recorde que ainda não foi batido.
Em 2001, uma pesquisa patrocinada por entidades do mercado editorial brasileiro sugeriu ainda uma outra explicação para o fenômeno. O típico leitor do gênero é um trabalhador assalariado, das classes B e C, que ganha entre 500 e 3 mil reais por mês. Ou seja, é alguém em busca de ascensão social.
ELES FUNCIONAM?
“ O que ganhamos em troca dos 8,5 bilhões de dólares que gastamos com auto-ajuda todos os anos?” Escreveu Steve Salerno na introdução do livro Sham. “ A resposta: não há como saber. Tanto dinheiro e tão poucos resultados documentados.” Realmente, é muito difícil fazer qualquer afirmação conclusiva sobre os benefícios de tantos livros, cursos e palestras, já que não há quase nenhum registro sobre o assunto. E um dos problemas é que isso acaba criando uma série de mitos. “ Algumas pessoas costumam dizer, por exemplo, que mulheres lêem mais auto-ajuda. Nas informações que revisei, eu não encontrei confirmação para esses dados”, diz McGee.
Os levantamentos de editoras sobre público –alvo mostram que o leitor que comprou um livro sobre como melhorar o casamento vai comprar todas as outras obras lançadas sobre o assunto. “ Esse dado me impressionou. Tudo bem que pessoas apaixonadas por animais de estimação leiam tudo sobre o assunto, mas no caso de auto-ajuda a coisa é diferente. O s livros prometem resolver o seu problema – ou ao menos aliviá-lo. As pessoas não deveriam precisar de mais e mais ajuda naquela área”, escreveu. A conclusão a que ele chegou é que os consumidores desses livros não aprendem com eles, apenas passam a viver num mundo de fantasia enquanto dura a leitura.
Já os autores recorrem a dois argumentos principais para provar a eficiência dos seus livros: o fato de que eles vendem muito (ou seja, satisfazem os leitores) e o fato de estarem no mercado há anos e conquistando cada vez mais espaço.
Houve um tempo em que as listas de livros mais vendidos dividiam-se em duas categorias. Na primeira, estavam os livros de ficção: romances, novelas, coletâneas e contos. Na segunda os livros de não ficção: memórias, biografias, ensaios literários. Mas lá pelos anos 60. a lista de não ficção passou a exibir títulos bem diferentes. Eram manuais de auto conhecimento, dicas para um casamento mais feliz, fórmulas para que o leitor pudesse ser bem sucedido. Os editores dos suplementos e seções especializadas apavoravam.. Afinal, aquelas obras, vistas como um gênero menor, começaram a não deixar espaço nem para trabalhos de inegável qualidade literária. Assim, em 1983, o New York Times criou uma lista exclusiva para o que foi chamado de “livros de aconselhamento”.
De 2000 a 2004, o mercado americano desses livros cresceu 50%. No Brasil a cifra é ainda mais impressionante. Enquanto o mercado editorial cresceu 35% na última década, o filão de auto-ajuda acumulou impressionantes 700% de aumento.
O arrebatamento de leitores pelo mundo foi acompanhado por um proporcional aumento das críticas. Nenhum outro gênero literário sofre tantos bombardeios: os livros são chamados de pobres, superficiais e até de alienadores. Mas o que a demanda por eles diz sobre a sociedade em que vivemos? E é possível tirar algum proveito da ajuda oferecida por eles?
COMO TUDO COMEÇOU?
Uma das acusações formuladas contra o gênero de auto- ajuda diz que os livros criam pessoas alienadas, incapazes de tomar atitudes. Assim, não deixa de ser irônico que o pioneiro do gênero, o cara que inclusive cunhou o termo para o qual os literatos torcem o nariz hoje em dia, tenha sido o médico escocês Samuel Smiles. Smiles ( cujo sobrenome significa sorrisos em português, dando um tom ainda mais irônico à história) abandonou a medicina em 1830 para se tornar uma das figuras mais engajadas da política de sua época. Foi um dos principais defensores de ideais como o voto secreto e abolição da comprovação de renda para candidatos a cargos legislativos.
COMO RECONHECER UM?
Se você entrar em uma livraria, não vai ter grandes problemas em reconhecer os livros de auto-ajuda. Basta se dirigir a maior prateleira da loja. Mas talvez não seja tão fácil definir o que faz e o que não faz parte do gênero. A obra de Paulo Coelho, por exemplo, costuma receber a etiqueta. “É a temática esotérica que o aproxima do gênero de auto-ajuda. Mas não há dúvidas de que os livros de Paulo Coelho são romances, ou novelas” , diz o historiador gaúcho Mário Mestri, autor de Por Que Paulo Coelho Teve Tanto Sucesso.
Ao contrário dos títulos de Paulo Coelho, livros de auto-ajuda não são romances, mas ensaios: textos analíticos sobre um assunto específico. Eles se dirigem diretamente ao leitor, tratando-o de forma pessoal. Falam com “você”. Não é à toa que, em inglês, recebam a denominação “livros de aconselhamento”. O objetivo deles é servir ainda que temporariamente, com um amigo ou professor que sempre tem uma palavra de apoio na ponta da língua. Aliás, e apesar de não haver estudos específicos sobre reações cerebrais e livros de auto-ajuda, alguns psicanalistas acreditam que as mensagens contidas neles atuam no cérebro da mesma forma que uma conversa com pessoas em que confiamos: estimulam o lado direito do cérebro, responsável pelas emoções, e ativam a área responsável pelo prazer.
É para que esse “papo” tenha ainda mais efeito que os livros costumam usar letras grandes, tabelas e recapitulações. A idéia é facilitar o quanto puderem a leitura. Nesse sentido, outro trunfo do gênero são as metáforas. “Tudo o que você precisa é lapidar o diamante bruto que há dentro de você” é um exemplo de mensagem de alguns dos best sellers do gênero. Essas comparações podem ajudar o leitor a entender mais claramente algo que ele intuía ajudando-o a modificar comportamentos. Mas há quem diga que o uso recorrente deste artifício não passa de uma tentativa de maquiar idéias óbvias.
Outra característica típica é a promoção da idéia de que você é o único responsável por sua felicidade e pode se aprimorar confiando única e exclusivamente em seus poderes interiores. “ Quando as pessoas se voltam à cultura de auto-ajuda, elas estão apostando em sua invencibilidade – e negando a vulnerabilidade e fragilidade humana”, diz a socióloga Micki McGee, da Universidade de Nova York.
POR QUE TANTO SUCESSO?
A explicação mais recorrente é exatamente a promessa de que podemos, sim, driblar os sacrifícios, romper os paradigmas e sermos felizes. “ A burguesia, a classe social conduz a era moderna, acabou com o sofrimento e impôs a felicidade como regra”, escreveu o filósofo Pascal Bruckner em A Euforia Perpétua. Para Bruckner, essa obrigação nos coloca em condições ideais de consumir fórmulas milagrosas, entre elas todo tipo de auto-ajuda. “ Existe um arsenal de apetrechos que tenho chamado de felicidade automática”, escreveu Bruckner.
Além disso, a falta de rumo decorrente das mudanças comportamentais do século XX acabaram por deixar as pessoas cada vez mais carentes de um manual ( ou um guru ) que lhes explique o que fazer e como. Hoje, esses livros ocupam um lugar que, antigamente, as religiões ocupavam, diz a psicanalista Giselle Groeninga, diretora do instituto de Direito da Família.
Realmente tempos bicudos na economia ou política ou períodos de grandes mudanças de comportamento parece favorecer o consumo de livros de auto-ajuda. De acordo com a Câmara Brasileira do Livro, a maior expansão no Brasil aconteceu na época do chamado do confisco do ex-presidente Fernando Collor de Mello. Em 1994, 107 títulos venderam 410 mil exemplares no país, um recorde que ainda não foi batido.
Em 2001, uma pesquisa patrocinada por entidades do mercado editorial brasileiro sugeriu ainda uma outra explicação para o fenômeno. O típico leitor do gênero é um trabalhador assalariado, das classes B e C, que ganha entre 500 e 3 mil reais por mês. Ou seja, é alguém em busca de ascensão social.
ELES FUNCIONAM?
“ O que ganhamos em troca dos 8,5 bilhões de dólares que gastamos com auto-ajuda todos os anos?” Escreveu Steve Salerno na introdução do livro Sham. “ A resposta: não há como saber. Tanto dinheiro e tão poucos resultados documentados.” Realmente, é muito difícil fazer qualquer afirmação conclusiva sobre os benefícios de tantos livros, cursos e palestras, já que não há quase nenhum registro sobre o assunto. E um dos problemas é que isso acaba criando uma série de mitos. “ Algumas pessoas costumam dizer, por exemplo, que mulheres lêem mais auto-ajuda. Nas informações que revisei, eu não encontrei confirmação para esses dados”, diz McGee.
Os levantamentos de editoras sobre público –alvo mostram que o leitor que comprou um livro sobre como melhorar o casamento vai comprar todas as outras obras lançadas sobre o assunto. “ Esse dado me impressionou. Tudo bem que pessoas apaixonadas por animais de estimação leiam tudo sobre o assunto, mas no caso de auto-ajuda a coisa é diferente. O s livros prometem resolver o seu problema – ou ao menos aliviá-lo. As pessoas não deveriam precisar de mais e mais ajuda naquela área”, escreveu. A conclusão a que ele chegou é que os consumidores desses livros não aprendem com eles, apenas passam a viver num mundo de fantasia enquanto dura a leitura.
Já os autores recorrem a dois argumentos principais para provar a eficiência dos seus livros: o fato de que eles vendem muito (ou seja, satisfazem os leitores) e o fato de estarem no mercado há anos e conquistando cada vez mais espaço.
quinta-feira, 6 de maio de 2010
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