As drogas preocupam os diversos segmentos da sociedade, quer seja pelos jovens cada vez mais cedo tomando parte do chamado “mundo das drogas”, quer seja pelo complexo sistema do narcotráfico, que tem desafiado, de forma acintosa, as autoridades.
Elabore uma dissertação em prosa, expondo seu ponto de vista sobre a seguinte questão:
As drogas devem ser liberadas?
Textos auxiliares:
1) Opiniões de leitores, enviadas ao “Fórum dos Leitores” do Jornal O Estado de S.Paulo, em janeiro de 2001.
– Descriminar e Legalizar – Ao invés de ficar pregando contra as drogas, porque não agimos de forma positiva? Todos sabemos que as drogas, nas suas mais variadas formas, são consumidas desde a Antigüidade.
Como remédios, como anestésicos, como entorpecentes, como forma de se divertir, como forma de se esquecer da vida desgraçada, etc. Portanto, sempre haverá seres humanos dispostos a consumi-las, sempre.
Na década de 20, os EUA tentaram proibir o consumo da mais famosa, o álcool. Deu no que deu. Tráfico, tiroteios, mortes. O consumo caiu? Não, só aumentou, tiveram de legalizar. Com a legalização, o governo passou a arrecadar – e como! – impostos com o consumo de álcool. A indústria de bebidas cresceu na legalidade, oferecendo empregos. As pessoas que consumiam
escondidas, sem saber de onde vinha o produto, passaram a ter direitos de consumidor, para poder reclamar do produto. Imaginam isso acontecer com a maconha e a cocaína, por exemplo? O governo poderia controlar a produção, taxar fortemente e arrecadar muito. Os consumidores estariam protegidos, pois haveria garantias do produto, o fabricante teria sua “marca” e tal, como as cervejas. E o melhor de tudo, milhares de vidas que se perdem hoje nos tiroteios entre traficantes e contra a polícia seriam preservadas. Na Europa os movimentos de descriminalização da maconha ganham força. Quando o Estadão, em seus Editoriais, vai apoiar tal medida? Só depois de atingirmos mais de um milhão de mortos, ou quando nos EUA tomarem esta medida e vocês se virem obrigados a copiar?
– É inegável que o uso sistemático de drogas leva à degradação física, psíquica e moral os indivíduos, fato que se constitui em um desafio a ser vencido pela sociedade como um todo, a começar na órbita familiar, onde os pais devem orientar os filhos, perceber suas reações, identificar alterações de comportamento, impedindo, sobretudo, que se viciem.
Se, de um lado, as escolas têm, também, papel fundamental, com vista à orientação dos jovens, assim como a polícia deve estar suficientemente aparelhada, ensejando a que haja maior eficiência no combate ao tráfico, de outro, cabe igualmente aos médicos e sistemas de saúde, numa ação multidisciplinar, grande responsabilidade, tanto na orientação preventiva, quanto
na recuperação dos viciados.
Está claro, todavia, que com tal iniqüidade não se pode conviver, diante de uma atitude omissa e irresponsável do poder público, cujo problema tem imposto fragorosa derrota a todas as nações, consoante o Programa das Nações Unidas para o Controle de Drogas revela que o tráfico movimenta cerca de 400 bilhões por ano, o equivalente a 8% das exportações mundiais, de sorte que a batalha contra os entorpecentes seja travada junto a seu elo que se reputa mais frágil e exposto: os pré-falados viciados.
2) Veja, 14 de novembro de 2001.
Felipe é um dentista de 53 anos. Como tantos outros de sua geração, começou a fumar maconha nos anos 60, quando a erva fazia parte do pacote básico dos jovens que queriam “contestar o sistema” ou apenas “curtir numa boa” (...). Felipe acendia baseados escondido dos pais. Depois de adulto e casado, continuou a fumar os cigarrinhos enrolados em papel de seda, mas sem ocultar o hábito de seus dois meninos. Hoje, a maconha é um item menos presente no cardápio de Felipe. Mas se tornou algo a ser compartilhado com os filhos. No mês passado, ele e Lúcio, o primogênito
de 26 anos, introduziram o caçula de 16 na rodinha de fumo caseira. Nessas ocasiões, ficamos alegres, rimos bastante, diz Felipe.
O fenômeno do baseado em família já apresenta proporções suficientes para chamar a atenção dos especialistas no tratamento de dependentes químicos.
(...)
Para esses pais, fumar maconha é uma experiência inócua (inofensiva), que serve inclusive para estreitar laços.
É uma visão equivocada. Assim como o álcool e o tabaco, a maconha faz mal, sim, à saúde. Com um agravante: é droga ilegal. Esse fato, no caso do “baseado em família”, tem implicações maiores do que a pena criminal. Uma das funções dos pais é inculcar nos filhos a obediência a eterminados códigos. Em muitos pontos, as figuras paterna e materna encarnam as próprias regras sociais, o que é essencial não só para a educação, como para a formação da personalidade da criança e do jovem. (...) Os especialistas são unânimes: se um adulto é usuário de maconha (ou de qualquer
outra droga), que a utilize longe da vista de seus filhos.
Elabore uma dissertação em prosa, expondo seu ponto de vista sobre a seguinte questão:
As drogas devem ser liberadas?
Textos auxiliares:
1) Opiniões de leitores, enviadas ao “Fórum dos Leitores” do Jornal O Estado de S.Paulo, em janeiro de 2001.
– Descriminar e Legalizar – Ao invés de ficar pregando contra as drogas, porque não agimos de forma positiva? Todos sabemos que as drogas, nas suas mais variadas formas, são consumidas desde a Antigüidade.
Como remédios, como anestésicos, como entorpecentes, como forma de se divertir, como forma de se esquecer da vida desgraçada, etc. Portanto, sempre haverá seres humanos dispostos a consumi-las, sempre.
Na década de 20, os EUA tentaram proibir o consumo da mais famosa, o álcool. Deu no que deu. Tráfico, tiroteios, mortes. O consumo caiu? Não, só aumentou, tiveram de legalizar. Com a legalização, o governo passou a arrecadar – e como! – impostos com o consumo de álcool. A indústria de bebidas cresceu na legalidade, oferecendo empregos. As pessoas que consumiam
escondidas, sem saber de onde vinha o produto, passaram a ter direitos de consumidor, para poder reclamar do produto. Imaginam isso acontecer com a maconha e a cocaína, por exemplo? O governo poderia controlar a produção, taxar fortemente e arrecadar muito. Os consumidores estariam protegidos, pois haveria garantias do produto, o fabricante teria sua “marca” e tal, como as cervejas. E o melhor de tudo, milhares de vidas que se perdem hoje nos tiroteios entre traficantes e contra a polícia seriam preservadas. Na Europa os movimentos de descriminalização da maconha ganham força. Quando o Estadão, em seus Editoriais, vai apoiar tal medida? Só depois de atingirmos mais de um milhão de mortos, ou quando nos EUA tomarem esta medida e vocês se virem obrigados a copiar?
– É inegável que o uso sistemático de drogas leva à degradação física, psíquica e moral os indivíduos, fato que se constitui em um desafio a ser vencido pela sociedade como um todo, a começar na órbita familiar, onde os pais devem orientar os filhos, perceber suas reações, identificar alterações de comportamento, impedindo, sobretudo, que se viciem.
Se, de um lado, as escolas têm, também, papel fundamental, com vista à orientação dos jovens, assim como a polícia deve estar suficientemente aparelhada, ensejando a que haja maior eficiência no combate ao tráfico, de outro, cabe igualmente aos médicos e sistemas de saúde, numa ação multidisciplinar, grande responsabilidade, tanto na orientação preventiva, quanto
na recuperação dos viciados.
Está claro, todavia, que com tal iniqüidade não se pode conviver, diante de uma atitude omissa e irresponsável do poder público, cujo problema tem imposto fragorosa derrota a todas as nações, consoante o Programa das Nações Unidas para o Controle de Drogas revela que o tráfico movimenta cerca de 400 bilhões por ano, o equivalente a 8% das exportações mundiais, de sorte que a batalha contra os entorpecentes seja travada junto a seu elo que se reputa mais frágil e exposto: os pré-falados viciados.
2) Veja, 14 de novembro de 2001.
Felipe é um dentista de 53 anos. Como tantos outros de sua geração, começou a fumar maconha nos anos 60, quando a erva fazia parte do pacote básico dos jovens que queriam “contestar o sistema” ou apenas “curtir numa boa” (...). Felipe acendia baseados escondido dos pais. Depois de adulto e casado, continuou a fumar os cigarrinhos enrolados em papel de seda, mas sem ocultar o hábito de seus dois meninos. Hoje, a maconha é um item menos presente no cardápio de Felipe. Mas se tornou algo a ser compartilhado com os filhos. No mês passado, ele e Lúcio, o primogênito
de 26 anos, introduziram o caçula de 16 na rodinha de fumo caseira. Nessas ocasiões, ficamos alegres, rimos bastante, diz Felipe.
O fenômeno do baseado em família já apresenta proporções suficientes para chamar a atenção dos especialistas no tratamento de dependentes químicos.
(...)
Para esses pais, fumar maconha é uma experiência inócua (inofensiva), que serve inclusive para estreitar laços.
É uma visão equivocada. Assim como o álcool e o tabaco, a maconha faz mal, sim, à saúde. Com um agravante: é droga ilegal. Esse fato, no caso do “baseado em família”, tem implicações maiores do que a pena criminal. Uma das funções dos pais é inculcar nos filhos a obediência a eterminados códigos. Em muitos pontos, as figuras paterna e materna encarnam as próprias regras sociais, o que é essencial não só para a educação, como para a formação da personalidade da criança e do jovem. (...) Os especialistas são unânimes: se um adulto é usuário de maconha (ou de qualquer
outra droga), que a utilize longe da vista de seus filhos.